Decisão revela o desconforto institucional da Igreja diante de lideranças religiosas com forte projeção pública

📵 O cardeal Dom Odilo Scherer ordenou que o padre Júlio Lancellotti suspenda temporariamente transmissões de missas e atividades nas redes sociais, mantendo apenas as celebrações presenciais.

  • Por que isso importa: A medida atinge uma das figuras mais visíveis da Igreja Católica na atuação junto à população em situação de rua e ocorre em meio a forte pressão política externa. Também levanta questionamentos sobre autonomia pastoral e comunicação religiosa.

🧠 O que está acontecendo:
As missas continuam sendo celebradas normalmente, mas sem transmissão ao vivo, e as redes sociais do padre foram pausadas por orientação da Arquidiocese.

  • Segundo Lancellotti, trata-se de um período de “recolhimento e proteção”.

🔍 Nas entrelinhas:
A decisão ocorre após ataques recorrentes de parlamentares de direita e um abaixo-assinado levado ao Vaticano pedindo seu afastamento.

  • Até o momento, não há decisão oficial sobre sua retirada da paróquia.

🏃 Resumindo:
Não houve afastamento formal nem transferência de paróquia, apesar de rumores em grupos religiosos.

  • O próprio padre nega qualquer mudança institucional além da suspensão temporária.

🖼️ O quadro geral:
O episódio evidencia tensões entre visibilidade pública, ação social da Igreja e pressões político-ideológicas externas.

💭 Nossa opinião: A decisão revela o desconforto institucional da Igreja diante de lideranças religiosas com forte projeção pública e atuação social explícita.

Aporofobia na atenção primária expõe barreiras invisíveis no cuidado em saúde

Imagem gerada por Inteligência Artificial

🩺 Artigo publicado este mês em Cadernos de Saúde Pública analisa como profissionais da Atenção Primária à Saúde percebem o preconceito contra pessoas pobres no cotidiano do atendimento. O estudo mostra que a aporofobia está presente mesmo quando não é reconhecida explicitamente.

  • Por que isso importa: O preconceito contra pessoas pobres afeta o acesso, a qualidade do cuidado e a relação entre profissionais e usuários. Isso compromete o princípio da equidade que orienta o SUS.

🧠 O que está acontecendo:
Profissionais da Estratégia Saúde da Família reconhecem atitudes e práticas discriminatórias associadas à pobreza.

  • Essas atitudes aparecem ligadas a estigmas sobre comportamento e adesão ao cuidado.

🔍 Nas Entrelinhas:
A aporofobia se manifesta de forma sutil e institucionalizada no atendimento.

  • A pobreza é frequentemente associada a incapacidade ou desorganização social.

🏃 Resumindo:
O estudo evidencia que o preconceito contra pessoas pobres influencia práticas na atenção primária.

  • O problema não é apenas individual, mas também estrutural.

🖼️ O quadro geral:
O enfrentamento da aporofobia exige formação profissional, reflexão crítica e mudanças nas práticas institucionais. Reconhecer o fenômeno é essencial para qualificar o cuidado em saúde.

💭 Nossa opinião: Ignorar a aporofobia significa aceitar que a atenção primária reproduza desigualdades que deveria reduzir.

Prefeitura de BH obriga pessoas em situação de rua a desmontar abrigo improvisado em avenida central

A Prefeitura de Belo Horizonte obrigou pessoas em situação de rua a desmontarem uma estrutura usada como abrigo na Avenida Getúlio Vargas (foto), região central da cidade. A ação ocorreu com apoio da Guarda Municipal.

  • Por que isso importa: A medida explicita a estratégia do poder público de tratar a sobrevivência nas ruas como problema de ordenamento urbano, e não como questão social. Também antecipa os efeitos práticos de projetos de lei que avançam na Câmara Municipal.

🧠 O que está acontecendo:
A prefeitura afirmou que a ação seguiu normas administrativas e que não houve uso de força física.

  • O episódio ocorreu enquanto tramita um projeto que prevê a retirada de estruturas improvisadas das calçadas.

🔍 Nas entrelinhas:
A presença ostensiva da Guarda Municipal, ainda que sem violência direta, reforça o caráter coercitivo da abordagem.

  • A ação sinaliza um endurecimento da política municipal em relação à população em situação de rua.

🖼️ O quadro geral:
Belo Horizonte repete uma lógica já vista em outras capitais: remover sinais visíveis da pobreza sem oferecer respostas estruturais de moradia, cuidado e proteção social.

💭 Nossa opinião:
Tratar o abrigo improvisado como infração urbana é uma forma de empurrar a pobreza para fora do campo dos direitos.

“Vozes da Rua” estreia no blog Solidaritas: escutar para transformar

Kleidson e seu filho Mateus nos deram uma entrevista durante seminário internacional na Fiocruz Brasília

O blog Solidaritas acaba de inaugurar a seção Vozes da Rua, dedicada a ouvir — sem intermediações excessivas — quem quase nunca é escutado. A entrevista de estreia foi realizada durante o Seminário Internacional sobre População em Situação de Rua, na Fiocruz Brasília, e marca o início de uma aposta editorial clara: menos fala do repórter, mais densidade da experiência vivida.

O primeiro convidado é Kleidson Oliveira Beserra, liderança do movimento PopRua, cuja trajetória desmonta estereótipos e desafia a lógica do jornalismo apressado. A conversa atravessa temas como nome, estigma, cuidado, política pública e pertencimento — mas sem atalhos narrativos ou enquadramentos simplórios.

No Radar PopRua, o convite é simples e direto: vale a leitura integral da entrevista no blog Solidaritas. Não para “conhecer uma história”, mas para experimentar um exercício raro de escuta qualificada. Ler Vozes da Rua é aceitar o risco de ser transformado.

E mais:

📋 EXPEDIENTE:

Curadoria, Análise e Edição Final: Cláudio Cordovil Oliveira (Fiocruz)

Uso de IA: IA foi  ferramenta empregada para otimização de síntese, e não como autora do conteúdo.

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