📍 Professores na Inglaterra estão suprindo falhas básicas do Estado para alunos sem-teto

Alicia Samuels e seu filho, Aeon. Atualmente, há um número recorde de 175.025 crianças em alojamentos temporários na Inglaterra, e muitas famílias afetadas estão vivendo em pensões, albergues e apartamentos superlotados. Fotografia: Linda Nylind/The Guardian. Reprodução

🏫 Uma pesquisa com 11 mil professores mostra que escolas estão levando crianças sem-teto para a aula, lavando seus uniformes e encaminhando famílias para bancos de alimentos.

  • Por que isso importa: O recorde de 175 mil crianças em moradia temporária indica que a crise habitacional já está comprometendo a educação, saúde e o desenvolvimento infantil de forma sistêmica.

🧠 O que está acontecendo: Famílias são colocadas longe das escolas e em moradias precárias, forçando as escolas a assumir funções de assistência social.

  • 49% das escolas encaminham famílias para bancos de alimentos.

  • 25% lavam uniformes por falta de infraestrutura nas acomodações.

🔍 Nas entrelinhas: As condições de moradia estão diretamente ligadas a faltas, baixo desempenho e piora da saúde das crianças.

  • Diretores relatam mais asma, infecções e problemas ligados a mofo e frio.

🏃 Resumindo: O sistema educacional está absorvendo os efeitos imediatos de uma crise habitacional que deveria ser resolvida por política pública.

🖼️ O quadro geral: Shelter, uma renomada instituição de caridade britânica focada em habitação, pede a construção de 90 mil moradias sociais por ano ao longo de 10 anos, enquanto sindicatos de professores alertam que escolas não conseguem compensar uma falha estrutural de moradia.

💭 Nossa opinião: Quando a escola passa a garantir necessidades básicas, o problema já deixou de ser educacional e passou a ser de política pública.

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📍Uma adolescente no centro da resposta à crise habitacional no Reino Unido

📍Uma morte que expõe o impasse entre doença mental e rua

Carol Sauer, de 66 anos, aparece na foto em um ponto de ônibus perto da Rota 50 e da George Mason Drive em Arlington, onde morou por décadas. (Foto de família) Reprodução

🌧️ Carol Sauer viveu mais de 20 anos em um ponto de ônibus na Virgínia e morreu aos 66. A família contou em um obituário honesto como a esquizofrenia e as leis impediram uma intervenção efetiva.

  • Por que isso importa: O caso mostra como o sistema falha quando a pessoa recusa tratamento mesmo em sofrimento grave. Também revela o custo humano de leis que só permitem agir diante de “perigo imediato”.

🧠 O que está acontecendo:

  • Carol viveu décadas na rua apesar da ajuda da família e de programas sociais.

  • Morreu de pneumonia que evoluiu para sepse após finalmente aceitar ir ao hospital.

🔍 Nas entrelinhas:

  • Havia uma rede informal (família, vizinhos, ONG), mas ela só mantinha Carol viva, não a tirava da rua.

  • A lei impedia qualquer tratamento contínuo contra a vontade dela.

🏃 Resumindo:

  • Carol tinha momentos de lucidez, mas sempre desistia das soluções oferecidas.

  • O obituário viralizou porque muitas famílias vivem dramas parecidos.

🖼️ O quadro geral: A história mostra que Carol ainda tinha uma rede mínima de proteção, o que não acontece com milhares de outras pessoas. Sem mudar leis e integrar saúde mental com política de moradia, a rua continua sendo o destino final de muitos doentes graves.

💭 Nossa opinião: Não é uma falha individual, é um fracasso estrutural das políticas públicas.

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📍Justiça articula inclusão produtiva de pessoas em situação de rua no RN

🤝 Órgãos do Judiciário e o Ministério Público do Trabalho (MPT) uniram forças para formalizar e estruturar as atividades de catadores em Natal, com foco em cooperativismo e qualificação profissional.

  • Por que isso importa: Formalizar o trabalho dos catadores aumenta proteção social, renda e reconhecimento. Também transforma assistência pontual em política pública estruturada.

🧠 O que está acontecendo: TRT-RN, MPT-RN, prefeitura e UFRN alinharam ações para integrar catadores ao cadastro municipal e fortalecer cooperativas.

  • Inclui capacitação e a cessão de um prédio para galpão de triagem.

🔍 Nas entrelinhas: A estratégia aposta em economia solidária e institucionalização, não só em assistência.

  • Os catadores também entram como público prioritário do Pop Rua Jud 2026.

🏃 Resumindo: É uma articulação para transformar trabalho informal em atividade reconhecida e protegida.

  • Combina registro, qualificação e infraestrutura.

🖼️ O quadro geral: Se sair do papel, a iniciativa cria um caminho sustentável de inclusão produtiva e amplia o acesso à Justiça para a população em situação de rua.

💭 Nossa opinião: É uma rara política que troca improviso por estrutura.

📍Criciúma quer importar modelo para melhorar atendimento à população em situação de rua

🏙️ A prefeitura de Criciúma (SC) estuda adotar um modelo de outra cidade brasileira (Piracicaba - SP) para reorganizar e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua. A ideia é integrar acolhimento, acompanhamento e reinserção social.

  • Por que isso importa: A cidade reconhece que o modelo atual é insuficiente para lidar com a complexidade do problema. Uma política mais estruturada pode reduzir a rotatividade nas ruas e dar respostas mais duradouras.

🧠 O que está acontecendo: Uma comitiva da prefeitura foi conhecer uma experiência considerada bem-sucedida em Piracicaba.

  • O objetivo é adaptar o modelo à realidade local.

  • A proposta envolve mais do que abrigo temporário.

🔍 Nas entrelinhas: A iniciativa indica uma mudança de enfoque: sair do atendimento emergencial para uma política de reinserção.

  • O discurso passa a enfatizar autonomia e saída definitiva das ruas.

🖼️ O quadro geral: Criciúma tenta reorganizar sua política para população em situação de rua apostando em um modelo integrado e mais ambicioso, mas o sucesso dependerá de execução, orçamento e continuidade administrativa.

💭 Nossa opinião: A direção é correta, mas copiar modelos só funciona quando há capacidade real de implementação.

📍 Centro POP em Goiânia: “humanização” vira deslocamento e instabilidade permanente

🚨 A prefeitura mudou repetidamente os serviços para pessoas em situação de rua sob pressão política e empresarial. Usuários foram removidos, perderam vínculos e ficaram mais vulneráveis.

  • Por que isso importa: A política pública está priorizando retirar pessoas das áreas visíveis em vez de garantir direitos e cuidado contínuo. Isso produz instabilidade e dificulta qualquer processo real de reinserção social.

🧠 O que está acontecendo: O Centro POP foi transferido do centro para o Setor Aeroporto e enfrentou forte resistência local. Pouco depois, usuários foram novamente removidos para locais distantes.

  • As ações incluem remoções em praças e restrições a iniciativas solidárias.

  • A gestão chama isso de “humanização”, enquanto entidades falam em viés higienista.

🔍 Nas entrelinhas: A estratégia tenta reduzir a visibilidade da pobreza sem enfrentar suas causas.

  • Dados oficiais falam em queda no número de pessoas nas ruas, mas organizações relatam apenas dispersão.

🏃 Resumindo: A política de “ordenamento” criou um ciclo de expulsões e deslocamentos contínuos.

  • Isso rompe vínculos e dificulta o acompanhamento social.

🖼️ O quadro geral: Em vez de investir em moradia, cuidado contínuo e inclusão, a cidade aposta em deslocamento territorial e soluções provisórias. O resultado é mais segregação e um nomadismo urbano permanente.

💭 Nossa opinião: Chamar dispersão forçada de “humanização” apenas disfarça uma política de exclusão.

E mais:

📋 EXPEDIENTE:

Curadoria, Análise e Edição Final: Cláudio Cordovil Oliveira (Fiocruz)

Uso de IA: IA foi ferramenta empregada para otimização de síntese, e não como autora do conteúdo.

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